O papel do líder no mercado de trabalho

A liderança é a característica mais procurada pelas empresas para confiar grandes cargos. É analisada pela forma como o líder conduz um grupo de pessoas, o grau de influência exercido neste grupo para alcançar e concretizar com êxito os resultados de interesse comum de uma empresa, organização ou instituição.

Esse perfil é visado porque toda empresa existe para gerar resultados positivos, este movimento é a principal atribuição dos “cargos de maior responsabilidade”. É por meio do alto grau de desempenho de pessoas que líderes fomentam a rentabilidade, que por sua vez, irá garantir a vantagem competitiva e a sobrevivência da empresa no mercado.

A pessoa nasce líder: Mito

Muitas pesquisas foram feitas para determinar o perfil de liderança e os traços comuns de personalidade do líder. Esta análise investigativa que inclui aspectos de hereditariedade levou a definir que os traços de personalidade não eram suficientes para determinar de forma absoluta a liderança eficaz, pois não levavam em conta os fatores situacionais/externos, desta forma, podemos concluir que alguns traços da personalidade poderiam elucidar as diferenças dos líderes dos liderados, como a ambição e energia, o desejo de liderar e influenciar, a honestidade e integridade, a autoconfiança, a inteligência e os conhecimentos sobre a área de atuação e responsabilidade.

Enfim, diante desta argumentação, podemos afirmar que há apenas uma tendência que reforça que estes traços citados podem até determinar maior possibilidade de um indivíduo se tornar um líder eficaz, mas que não são aceitáveis como uma verdade absoluta. Caso a teoria dos traços de personalidade fosse válida, seria possível afirmar que a liderança é algo nato, isto é, que algumas pessoas nascem líderes outras não. De forma científica, é relevante deixar claro que uma pessoa pode sim, se desenvolver e se tornar líder.

O líder precisa ser extrovertido: Mito

Existe um mito da valorização exagerada do extrovertido, como se ele tivesse a habilidade de comunicação muito mais eficiente que o introvertido, e este por sua vez é sempre confundido com o tímido. Timidez não é sinônimo de introversão, podem estar ligadas, mas não é uma regra. Um exemplo de introversão é o Bill Gates.

A comunicação assertiva está sempre na pauta de um bom líder, é desafio diário das empresas. Ter uma boa comunicação ou “falar bem” é muito mais que ter um repertório de palavras, mas saber utilizá-las como ponte entre missões e pessoas, e isto não quer dizer falar muito. Falar bem é trazer para junto de si a responsabilidade de ser entendido. Uma parte deste processo inclui ouvir, que é muito mais que escutar. Quando paramos para prestar atenção e dar importância à fala de alguém, podemos evitar uma série de mal-entendidos, é ato de generosidade, é ser generoso é fundamental para um líder eficaz.

O mundo seria perfeito se fosse composto apenas por líderes: Mito

Mas quando a pessoa não quer ser líder, ela pode se destacar no mercado de trabalho?
SIM, com letra maiúscula, até porque entendo que a liderança tem níveis diferentes, é uma situação de estar e não de ser.

Para se liderar é preciso ter pessoas que se predispõem a ser lideradas, este casamento é fundamental para o resultado das empresas.

Procuro destacar que durante nossa vida, trocamos de papéis inúmeras vezes, podemos estar líderes de manhã em um projeto, e não estar à tarde em outro, e continuar tendo destaque no grupo.
O caminho para desenvolver o perfil líder

“O como tornar-se”, não é uma receita de bolo, mas trata-se das relações do comportamento humano, pois é ele que é percebido no ambiente. É possível fundamentar os elementos da natureza humana por meio de 4 pressupostos básicos:
• 1 – Respeitando as diferenças individuais
• 2 – Compreendendo o ser humano na sua totalidade
• 3 – Fomentando uma conduta motivada, os incentivos
• 4 – Diagnosticando o valor das pessoas, este pressuposto permeia as questões éticas nas decisões humanas e nas consequências dos atos e tomadas de decisões.

Uma dica não menos importante do “como” é se aprofundar nos estudos da Inteligência Emocional, que se resume na capacidade de uma pessoa monitorar as suas emoções e sentimentos, discriminando e utilizando todo este controle para ajustar seus pensamentos e suas ações. Quem consegue se auto gerenciar melhor, estabelece uma maior relação de empatia com outras pessoas e também ganha musculatura para monitorar os sentimentos e as emoções dos outros.

Nádia dos Santos
Psicóloga, Especialista em Gestão, Mestrado no eixo de pesquisa sociedade, espaço e cultura. Professora da Pós-Graduação da Fundação Getúlio Vargas, Coordenadora do departamento de Carreiras do Grupo Educacional CETEC, Profissional Self Coaching, atualmente é consultora da PersonalisRH, palestrante nos temas que permeiam a área de Gestão de Pessoas.
Autora do livro: Livros publicados/organizados ou edições
SANTOS, N. ; Sanmya Tajra . Planejamento e liderança : conceitos, estratégicas e comportamento humano. 1. ed. São Paulo: Editora Érica Ltda, 2014. v. 1. 125p .

Deixe uma resposta